Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
2026-09-11 · 1:11 h
Ela é uma senhora televisão. Está diariamente em antena há mais de três décadas e sabe desta indústria como poucos. Júlia Pinheiro já apresentou todo o género de formatos televisivos. Do “trash TV” ao jornalismo justicei…
Ela é uma senhora televisão. Está diariamente em antena há mais de três décadas e sabe desta indústria como poucos. Júlia Pinheiro já apresentou todo o género de formatos televisivos. Do “trash TV” ao jornalismo justiceiro, das “Queridas Manhãs” aos programas da tarde em nome próprio, até aos formatos mais ousados, carismáticos e icónicos, como é o caso de “A Noite da Má Língua”, um programa que marcou o país nos anos 90, na SIC, e que dessacralizou a forma como se falava da classe política na televisão, com humor, rasgo e pensamento crítico. “A Noite da Má Língua deixou-me a bactéria da transgressão.” Qual o futuro da televisão, com cada vez mais pessoas a consumir formatos no YouTubee no streaming? O que mais a irrita ver na TV? Júlia responde. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça.
Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
2026-09-05 · 58 min
Nesta segunda parte da conversa, a poeta e jornalista Filipa Leal fala da “importância de ser norte”, reflete sobre o valor das amizades tardias e sobre a dor das amizades fortes que ficam pelo caminho, comenta a sua adr…
Nesta segunda parte da conversa, a poeta e jornalista Filipa Leal fala da “importância de ser norte”, reflete sobre o valor das amizades tardias e sobre a dor das amizades fortes que ficam pelo caminho, comenta a sua adrenalina e intensidade na vida, que a idade não alterou. E ainda fala das suas inquietações pessoais e do estado do mundo. Tudo bem embrulhado em muita poesia, nomeadamente num poema inédito que está incluído no seu próximo livro, “Amor chega em breve num Volkswagen”.
E ainda partilha algumas das músicas que a acompanham, lê Clarice Lispector, escolhe várias sugestões culturais e revela pequenos grandes prazeres que fazem parte do seu quotidiano. Boas escutas!
Filipa Leal (parte 1): “À medida que a vida me começou a doer, curiosamente, o humor entrou na minha poesia”
2026-09-04 · 1:14 h
Quando acabou a escola primária, Filipa Leal já se imaginava escritora. Formou-se em Londres e é hoje jornalista, poeta e escritora, autora de contos, argumentos para cinema e peças de teatro. Na televisão, apresentou vá…
Quando acabou a escola primária, Filipa Leal já se imaginava escritora. Formou-se em Londres e é hoje jornalista, poeta e escritora, autora de contos, argumentos para cinema e peças de teatro. Na televisão, apresentou vários programas de literatura, como “Nada Será Como Dante” e “A Pequena Biblioteca”, na RTP. O humor e a fina ironia, a par da sombra, são dois lados muito presentes na sua poesia. Com 16 livros publicados, prepara-se para lançar, em outubro, o seu novo livro de poesia, “Amor chega em breve num Volkswagen”, pela Assírio & Alvim. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça
Susana Moreira Marques (parte 2): “A literatura é uma boa maneira de não formarmos opiniões rápidas. A boa literatura não nos fecha num ponto de vista”
2026-08-29 · 1:24 h
Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e s…
Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e sobre a importância de uma literatura que nos devolva tempo para pensar e para escutar os outros.
Quanto aos desafios da tecnologia, a autora afirma que se aflige ao ver escritores que escrevem livros como se fossem máquinas — e jornalistas que fazem o mesmo. E deixa um conselho: “Não imitemos as máquinas.”
No final, dá-nos a conhecer algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan, partilha várias sugestões culturais e revela algumas das pequenas coisas que lhe dão prazer. Boas escutas!
Susana Moreira Marques (parte 1): “Escrevo para que as histórias sobrevivam à inevitabilidade do desaparecimento. As pessoas desaparecem, mas algo perdura”
2026-08-28 · 1:29 h
Susana Moreira Marques foi jornalista durante muitos anos e, apesar de já não escrever para jornais há algum tempo, tem muito no seu processo de trabalho de escritora que vem desse passado. Autora de livros de não-ficção…
Susana Moreira Marques foi jornalista durante muitos anos e, apesar de já não escrever para jornais há algum tempo, tem muito no seu processo de trabalho de escritora que vem desse passado. Autora de livros de não-ficção literária, Susana diz-se interessada em escrever sobre as histórias quotidianas das pessoas banais, e não sobre grandes feitos. Um terreno que sente ainda ter muito para desbravar. Exemplo disso são os títulos: “Agora e na hora da nossa morte”, “Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro” e o mais recente “Terceiro Andar Sem Elevador”. De momento, está a escrever um argumento de ficção para um telefilme, sobre o fim de vida, que integrará a nova série da RTP, “Contado por Mulheres”.. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”
2026-08-22 · 57 min
Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua…
Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua independência e liberdade, e o novo conservadorismo de algumas mulheres que escolhem estar sob o domínio do patriarcado.
A atriz revela ainda recusar-se a ceder às plásticas e à ilusão de quem não aceita envelhecer. Dalila Carmo partilha depois o alívio de já não ter de responder às perguntas sobre maternidade, da importância de preservar o espanto pela vida e do poder da emoção e da vulnerabilidade.
No final, partilha as músicas que a acompanham, lê um excerto de um livro do filósofo norueguês Lars Svendsen, deixa algumas sugestões culturais e revela alguns dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos. Boas escutas!
Dalila Carmo (parte 1): “A minha intensidade está mais moderada. Já não me levo tão a sério. Estou sem pressa para nada e mais contemplativa”
2026-08-21 · 1:19 h
É uma atriz com um sólido e prestigiado currículo na ficção televisiva, no cinema e no teatro.Há mais de 30 anos que um dos seus maiores prazeres são as longas viagens a solo para destinos menos turísticos, sem urgência …
É uma atriz com um sólido e prestigiado currículo na ficção televisiva, no cinema e no teatro.Há mais de 30 anos que um dos seus maiores prazeres são as longas viagens a solo para destinos menos turísticos, sem urgência de regressar. A atriz afirma que tem sido uma forma de se politizar, de se reencontrar e de ganhar mais consciência e empatia sobre outros povos e culturas: experiências que poderão em breve ser contadas num livro de viagens. Depois de uma pausa para tratar do seu novo refúgio na serra, Dalila está de regresso às gravações de uma mini novela em Setembro. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
Filipe Homem Fonseca (parte 2): “É de uma petulância enorme acharmos que vamos ser a última das gerações. Vêm aí tempos piores, mas creio nas futuras gerações”
2026-08-15 · 1:01 h
Nesta segunda parte da conversa, o escritor e guionista Filipe Homem Fonseca revela o seu ceticismo sobre o caminho do mundo nas próximas décadas, mas dá conta de como resiste à desesperança e da sua grande confiança nas…
Nesta segunda parte da conversa, o escritor e guionista Filipe Homem Fonseca revela o seu ceticismo sobre o caminho do mundo nas próximas décadas, mas dá conta de como resiste à desesperança e da sua grande confiança nas gerações futuras.
Depois revela o seu particular gosto por musicais e banda desenhada do fantástico, lê um poema do poeta e amigo Miguel Martins, partilha algumas das músicas que o acompanham e algumas sugestões culturais
E ainda nomeia alguns dos seus filmes preferidos de sempre, e aqueles que lhe devolvem a esperança na Humanidade. E, no final, alguns dos pequenos quotidianos que o acompanham sempre. Boas escutas!
Músicas referidas:
Bandua – “Barquinho” Ana Lua Caiano – “Uma vida a menos” Lavoisier - “Pé de Vento”( do álbum “Era com h”)
Poema:
Miguel Martins, in São Miguel da Desorientação, ed. Macondo, 2020
Sugestão cultural:
A tour dos Lavoisier: “andam na estrada e são imperdíveis”.
O texto lido por Filipe, da sua autoria:
“50 anos a celebrar o 25, e hoje há quem nos diga “mas lutem baixinho, não acordem os turistas e os nómadas digitais, vão mais para ali que é para não se verem as tendas dos que vivem na rua, olhem que dá mau aspecto, respeitinho é muito bonito, boas maneiras à mesa mesmo sem nada para comer, partir a louça é que não, pensem como vos dizemos para pensar, vivam como vos deixamos viver; despolarizem, filhos, despolarizem, a liberdade de expressão tem as costas largas quando é para impormos limites à liberdade dos outros, já não se admite fora da tradição, ai a tradição, ai; o corpo é de quem?, é de quem, o corpo?, porque é que o corpo é de quem o tem?, então e a família?, a família só é família se for tradicional, tomem lá a conversa de que nos querem obrigar a coisas mesmo quando só querem é que não vos obriguemos a coisas que só a vós dizem respeito; tomem lá o discurso de que vivem acima das vossas possibilidades, agradeçam terem emprego sequer, engulam esta de que os imigrantes explorados é que têm a culpa da crise, esqueçam os lucros da banca e os salários miseráveis, tomem lá banda larga e muito circo, chupem gourmet, chupem low cost, roam um papo-seco e façam filhos, que esta Disneylândia precisa de quem produza riqueza para os acionistas; em cada rosto igualdade?, não: em cada filho um colaborador futuro, trabalhador não, co-la-bo-ra-dor, um colaborador
é mais empenhado, o empenho prescinde direitos, querem que isto avance ou não querem?, um passo atrás de cada vez, 50, 49, 48, sempre a puxar para trás, rumo a 74, a antes do 25, então não se estava tão bem?, antes é que era”; e a resposta é, hoje e sempre, só pode ser: não, não, não, não passarão, não passarão, não passarão.”
ERRATA: A propósito da frase que Filipe Homem Fonseca citou, de Sísifo ter de gostar da pedra (a frase correcta é “Há que imaginar Sísifo feliz”) – Filipe atribuiu-a a Vitor Hugo quando é, na verdade, de Albert Camus.
Filipe Homem Fonseca (parte 1): “Acredito cada vez mais no vagar, na finitude e numa boa gargalhada”
2026-08-14 · 1:13 h
Nas artes da escrita, ele é um criador de múltiplas pistas. É dramaturgo, argumentista, romancista, poeta, cronista, realizador e músico e, há décadas, assina programas de televisão, além de séries, filmes, rábulas para …
Nas artes da escrita, ele é um criador de múltiplas pistas. É dramaturgo, argumentista, romancista, poeta, cronista, realizador e músico e, há décadas, assina programas de televisão, além de séries, filmes, rábulas para rádio e peças de teatro. Fez parte das Produções Fictícias, fundou a banda satírica “Cebola Mol” e, apesar de achar que o mundo ainda vai piorar, continua a acreditar no poder de uma boa gargalhada e na revolução das gerações futuras contra o sistema e a voragem da tecnologia. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
Viriato Soromenho-Marques (parte 2): “A paz é uma das mais difíceis invenções da Humanidade. E é a grande invenção e projeto que temos de realizar”
2026-08-08 · 1:26 h
Nesta segunda parte da conversa, o professor universitário, filósofo e ambientalista Viriato Soromenho-Marques reflete sobre as utopias e distopias atuais da sociedade. “As utopias adormecentes são tão poderosas que não …
Nesta segunda parte da conversa, o professor universitário, filósofo e ambientalista Viriato Soromenho-Marques reflete sobre as utopias e distopias atuais da sociedade. “As utopias adormecentes são tão poderosas que não reconhecemos no rosto dos nossos filhos as ameaças do futuro.”
Depois refere a paz como a maior invenção da Humanidade, abre o livro sobre as reais ameaças do aquecimento global e deixa um apelo à responsabilidade perante as gerações futuras. “Se não se travar o aquecimento global, nos próximos séculos uma parte considerável do planeta pode estar inabitável.”
E ainda lê um excerto de Nietzsche sobre a “morte de Deus”, fala com orgulho da família e dos dois filhos emigrados, deixa várias sugestões culturais, revela alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos e explica por que acredita que "o humor é fundamental para colmatarmos a nossa ignorância e mortalidade”. Boas escutas!
ERRATA: Por lapso, nesta conversa a investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Tatiana Moura, é referida erradamente como Tânia. Tatiana Moura é também co-coordenadora do Observatório Masculinidades.pt.
Viriato Soromenho-Marques (parte 1): “Está a faltar-nos o espanto pela beleza do mundo. Uma vida boa deve extravasar a tecnologia e os ecrãs”
2026-08-07 · 1:22 h
É um dos pensadores portugueses mais relevantes a refletir sobre os desafios da guerra e da paz e sobre a urgência climática no mundo. Viriato Soromenho-Marques é professor universitário, filósofo, ensaísta e ambientalis…
É um dos pensadores portugueses mais relevantes a refletir sobre os desafios da guerra e da paz e sobre a urgência climática no mundo. Viriato Soromenho-Marques é professor universitário, filósofo, ensaísta e ambientalista. Nesta conversa alerta para a importância de uma “paz imperfeita” que reduza o risco de uma guerra nuclear e trave a escalada bélica das grandes potências. Preocupado com o futuro frágil do planeta e da humanidade, deixa um aviso: “Em vez de encontrarmos uma solução para a crise, estamos a deixar que seja a crise a encontrar uma solução através do colapso.” Ouçam-no aqui nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
#5 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Madalena Sá Fernandes: “Procuro a resistência da alegria. Vivi uma fase escura. Agora trabalho para manter a alegria, o espanto e a curiosidade”
2026-07-31 · 2:09 h
Madalena Sá Fernandes cresceu num ambiente de violência doméstica com um padrasto agressor, tema que atravessa o seu primeiro livro, “Leme”, editado em 2023, num registo de autoficção. Esse romance tornou-se um fenómeno …
Madalena Sá Fernandes cresceu num ambiente de violência doméstica com um padrasto agressor, tema que atravessa o seu primeiro livro, “Leme”, editado em 2023, num registo de autoficção. Esse romance tornou-se um fenómeno de popularidade: já vai na 8ª edição, foi traduzido no Brasil e chegará também à Dinamarca e à Argentina. Em 2024, a escritora publicou “Deriva”, uma compilação de crónicas, que lhe permitiu revelar um lado mais humorístico sobre o quotidiano. De momento, Madalena está a terminar um mestrado,prepara um livro para crianças, motivada por ser mãe de duas meninas de 6 e 7 anos e este ano publicou um novo romance, “Sótão”, com um lado ensaísta e autobiográfico, sobre a experiência da violência na pele enquanto mulher adulta. “Tenho procurado transformar o que dói em linguagem, e encontrar aí sobrevivência e, idealmente, beleza.” Este episódio foi um dos mais ouvidos da última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
#4 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Vera Iaconelli: “A ideia de finitude é conselheira. Leva-me a viver o momento, sem nostalgia pelo passado ou ansiedade pelo futuro”
2026-07-24 · 2:06 h
É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta. Veara Iaconelli é também uma brilhante agitadora de consciê…
É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta. Veara Iaconelli é também uma brilhante agitadora de consciências, não só através das crónicas que assina semanalmente no jornal “Folha de São Paulo”, como através dos livros que escreve. Em Portugal acaba de lançar “Análise: notas do divã”, pela Companhia das Letras, onde revela as dores do passado: o pai violento e alcoólatra, a mãe submissa, a morte dos irmãos, a terapia falhada e as outras que a iluminaram. Republicamos este episódio com uma das conversas mais ouvidas desta última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
#3 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Filipe Vargas: “O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de empatia desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido”
2026-07-17 · 2:22 h
Durante uma década foi criativo de publicidade em várias agências. Depois quis mudar de rumo, estudou representação em Madrid e, aos 35 anos, estreou-se como ator na popular série “Conta-me como Foi”, na RTP. Desde aí, t…
Durante uma década foi criativo de publicidade em várias agências. Depois quis mudar de rumo, estudou representação em Madrid e, aos 35 anos, estreou-se como ator na popular série “Conta-me como Foi”, na RTP. Desde aí, tem feito um sem fim de papéis na televisão, no teatro e cinema. Após um ano emocionalmente duro em que acompanhou de perto o fim de vida dos pais, Filipe Vargas revela ter superado a fase com ajuda médica e da sua rede de amigos. Atualmente o ator e criador do podcast “E a tua semana como correu?” revela-se preocupado com o rumo sombrio do mundo. “A perda do sentimento de comunidade é o grande drama da nossa atualidade. O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de informação e de empatia, desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido.” Republicamos este episódio, um das conversas mais ouvidas da última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
#2 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Pedro Ribeiro: “Sou competitivo. Mas para ganhar tenho de saber perder. Antes de sermos líderes, vivi a frustração de perder”
2026-07-10 · 1:49 h
Pedro Ribeiro está há 37 anos em antena e, em novembro do ano passado, celebrou 20 anos na direção da Rádio Comercial. Atualmente é o novo vice-presidente do grupo Bauer Media. Como encara o futuro da rádio e os novos de…
Pedro Ribeiro está há 37 anos em antena e, em novembro do ano passado, celebrou 20 anos na direção da Rádio Comercial. Atualmente é o novo vice-presidente do grupo Bauer Media. Como encara o futuro da rádio e os novos desafios da IA? “A rádio não deve cair no deslumbramento de que pode substituir as pessoas por inteligência artificial. Isso matará a rádio!” Republicamos este episódio, um dos mais ouvidos da última temporada de conversas do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas, de Bernardo Mendonça.
#1 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Margarida Vila-Nova: “Já não tenho tempo para me aborrecer com pessoas feias, que vão tornar o dia pesado e chato. O tempo urge!”
2026-07-03 · 2:10 h
A atriz Margarida Vila-Nova começou por se afirmar como protagonista de novelas, mas em 2011 sentiu-se esgotada e decidiu ir viver 3 anos com a família para Macau onde trabalhou como merceeira. Voltou mais madura e, na ú…
A atriz Margarida Vila-Nova começou por se afirmar como protagonista de novelas, mas em 2011 sentiu-se esgotada e decidiu ir viver 3 anos com a família para Macau onde trabalhou como merceeira. Voltou mais madura e, na última década, tem revelado a portentosa atriz que é em séries, no cinema e agora no teatro. Republicamos esta conversa, uma das mais ouvidas desta última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
Lisa Vicente (parte 2): “Faz-me impressão o ‘achismo’ sobre o que não se domina. Isso pode ser feito no café, mas não veiculado para milhões de pessoas”
2026-06-27 · 1:26 h
Nesta segunda parte da conversa, a médica ginecologista, obstetra e especialista em sexologia Lisa Vicente partilha as várias batalhas que tem enfrentado no seu percurso, esclarece mais sobre a realidade das pessoas tran…
Nesta segunda parte da conversa, a médica ginecologista, obstetra e especialista em sexologia Lisa Vicente partilha as várias batalhas que tem enfrentado no seu percurso, esclarece mais sobre a realidade das pessoas trans e desmistifica os tantos enganos, mitos e tabus associados à menopausa.
E ainda partilha algumas das músicas que a acompanha, lê um excerto de um texto de Marguerite Yourcenar, deixa várias sugestões culturais e conta alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!
Lisa Vicente (parte 1): “É possível haver prazer sensual e sexual sem penetração. E pode até não passar pelos genitais. E é normal não haver sempre orgasmo”
2026-06-26 · 1:04 h
Lisa Vicente é médica ginecologista, obstetra, especialista em sexologia e em literacia para a saúde, divulgadora científica e autora dos livros “O Atlas da V” e “A Revolução da Menopausa”. No seu consultório afirma sent…
Lisa Vicente é médica ginecologista, obstetra, especialista em sexologia e em literacia para a saúde, divulgadora científica e autora dos livros “O Atlas da V” e “A Revolução da Menopausa”. No seu consultório afirma sentir-se tão motivada a seguir mulheres grávidas, como na menopausa, pessoas trans ou vítimas de violência sexual. E afirma a diversidade de corpos e de identidades como o que é normal na Humanidade. “Não há duas vulvas, nem dois clítoris iguais, não há duas menopausas iguais e cada pessoa tem prazer à sua maneira.” Ouçam-na aqui nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
Inês Marinho (parte 2): “Antes dizia que se há um fascista na mesa e te sentas, passam a ser dois fascistas. Mudei. É importante o diálogo”
2026-06-20 · 54 min
Nesta segunda parte da conversa, a ativista e fundadora da associação Não Partilhes, Inês Marinho, reflete sobre a urgência de se criar pontes e diálogos entre grupos para uma efetiva mudança e uma sociedade mais igualit…
Nesta segunda parte da conversa, a ativista e fundadora da associação Não Partilhes, Inês Marinho, reflete sobre a urgência de se criar pontes e diálogos entre grupos para uma efetiva mudança e uma sociedade mais igualitária e justa para todos.
Inês revela ainda ter sofrido violência no namoro e as histórias e partilhas surpreendentes que recebe sempre que discute esse e outros temas nas escolas. Depois destaca ainda o valor da disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento” nas escolas e da formação dos professores que a dão.
“A disciplina de Cidadania está a ser levada como algo sem importância nas escolas. Mas é a base de todas as disciplinas. Espero que haja um bloqueio da parte do PR se houver uma tentativa de retrocesso”.
No final, revela as músicas que a acompanham, lê o monólogo “Cool Girl”, do filme “Gone Girl”, partilha algumas sugestões culturais e os seus pequenos grandes prazeres. Boas escutas!
Inês Marinho (parte 1): “Quando fui alvo de violência sexual, com partilha de ‘nudes’, tinha superado um cancro. Estava mais forte e segura”
2026-06-19 · 1:12 h
Ela é uma das presenças mais vocais nas redes sociais, em palestras e escolas a consciencializar as pessoas para a gravidade dos crimes de violência sexual e partilha de imagens íntimas de raparigas e mulheres sem o seu …
Ela é uma das presenças mais vocais nas redes sociais, em palestras e escolas a consciencializar as pessoas para a gravidade dos crimes de violência sexual e partilha de imagens íntimas de raparigas e mulheres sem o seu consentimento.
Inês Marinho também sofreu isso na pele. Aos 21 anos descobriu que estavam a ser partilhadas imagens íntimas suas em várias redes sociais e sites pornográficos. Desde aí, Inês criou a associação “Não Partilhes”, que conta com quase 60 mil seguidores, um projeto pioneiro em Portugal dedicado à sensibilização, prevenção e apoio a sobreviventes deste tipo de violência digital.
Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça.