Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
Vasco Pereira Coutinho (parte 2): “Se conseguir rir até da morte, estou a tirar-lhe o poder de me esmagar”
2026-10-24 · 54 min
Nesta segunda parte da conversa, o ator e humorista Vasco Pereira Coutinho fala da sua vontade de experimentar outras pistas na área da representação, e da sua urgência de acertar, de fazer tudo o que quer, com a consciê…
Nesta segunda parte da conversa, o ator e humorista Vasco Pereira Coutinho fala da sua vontade de experimentar outras pistas na área da representação, e da sua urgência de acertar, de fazer tudo o que quer, com a consciência de que uma só vida não chega.
Vasco Pereira Coutinho (parte 1): “A melancolia e a tristeza não me tiram o desejo de felicidade. Pelo contrário, lembram-me de que sou feito para ela”
2026-10-23 · 1:19 h
É um dos atores de comédia mais populares do momento. Vasco Pereira Coutinho tornou-se conhecido através da personagem “Tia Bli”, criada nas redes sociais em 2024, com vídeos hilários que conquistaram uma multidão de fãs…
É um dos atores de comédia mais populares do momento. Vasco Pereira Coutinho tornou-se conhecido através da personagem “Tia Bli”, criada nas redes sociais em 2024, com vídeos hilários que conquistaram uma multidão de fãs, até ir parar às manhã da rádio, na Renascença. Antes de se tornar ator, desejou ser padre e chegou a estudar num seminário em Roma. Acabou por abandonar a ideia, trabalhou depois no apoio de pessoas com deficiência e na recuperação de toxicodependentes. Aqui fala da sua fé, do milagre do riso, da melancolia e insatisfação, e revela o desejo de fazer outros papéis, além do humor, da caricatura e do estereótipo. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
Luísa Semedo (parte 2): “Não acredito em nenhuma religião, mas acredito no amor e na música. Se os extraterrestres viessem à Terra, mostrava-lhes o Prince”
2026-10-17 · 60 min
Nesta segunda parte da conversa, a filósofa, escritora e cronista Luísa Semedo reflete sobre a empatia como forma de construir um melhor futuro, fala do namoro atual que a relaxa, da maternidade, da solidão, das amizades…
Nesta segunda parte da conversa, a filósofa, escritora e cronista Luísa Semedo reflete sobre a empatia como forma de construir um melhor futuro, fala do namoro atual que a relaxa, da maternidade, da solidão, das amizades que resistem aos seus desaparecimentos e reclusões, e da insónia que a acompanha há anos.
Partilha ainda as inquietações com o futuro das novas gerações, as memórias de infância no Bairro da Serafina e as pequenas coisas que lhe devolvem a calma e a paz que associa à felicidade.
E revela aquilo em que ainda acredita, apesar de tudo: o amor, a música e a capacidade humana de continuar a lutar, com alegria.
No final, ainda lê um discurso potente e desassombrado da deputada trans brasileira Erika Hilton, partilha as músicas que a acompanham e os seus prazeres quotidianos. Boas escutas!
MÚSICAS
«Siamo Tutti», Krav Boca
«O Resto do Mundo », Gabriel o Pensador
“Ma reverence”, Veronique Sanson
SUGESTÕES CULTURAIS
Foram as obras que trouxe do Festival Literário Fólio, em Óbidos: o livro de Marta Lança "Essas Pessoas na Sala de Jantar", da Tigre de Papel, e da Ana Bessa Carvalho "Massa Mãe" (editora Urutau)
LEITURA
Excerto retirado do discurso original de Erika Hilton (novembro de 2022),
proferido após a sua eleição histórica enquanto mulher trans, negra, favelada, para
o Congresso Nacional brasileiro, posteriormente integrado na canção A Luta
(Okmuzik Records, 2024), uma colaboração com Las Bibas From Vizcaya e
Dolores Dores.
Joaquim Letria (1943-2026): “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”
2026-10-16 · 1:39 h
Durante décadas, Joaquim Letria foi figura principal da televisão e do jornalismo português. Começou no extinto “Diário de Lisboa”, passou pela BBC, em Londres, foi repórter internacional da agência “Associated Press", f…
Durante décadas, Joaquim Letria foi figura principal da televisão e do jornalismo português. Começou no extinto “Diário de Lisboa”, passou pela BBC, em Londres, foi repórter internacional da agência “Associated Press", fundou “O Jornal”, o “Tal e Qual”, a revista “Sábado” e, na RTP, foi autor e apresentador de programas de informação e talk shows.
Em 75, junto com José Carlos Megre, moderou o mítico debate para as presidenciais entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, de onde saiu a célebre frase “olhe que não, doutor, olhe que não!” Sobre esse momento decisivo da democracia, tinha uma opinião muito própria. “Soares ganhou porque vendeu às pessoas o que queriam ouvir. Cunhal foi mais verdadeiro. Votei em Cunhal."
Voz crítica do jornalismo atual, Letria lamentou que a ONU “sopre para o lado” enquanto a Faixa de Gaza continue a ser bombardeada por Israel e falou da importância do tempo para se chegar à verdade dos factos. Esta conversa foi gravada em maio de 2021, quando Joaquim Letria tinha 77 anos. Na ocasião, afirmou que houve “sempre” quem o quisesse apagar do retrato e avisou: “Não quero reformar-me nunca. Jamais. Com esta idade podemos até ser melhor do que éramos. Sinto-me com mais qualidade”. Recorde esta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
Luísa Semedo (parte 1): “É quase impossível separar a pessoa queer que sou da pessoa crioula que também sou. Está tudo misturado. Sou uma Kuirola”
2026-10-16 · 1:15 h
É filósofa, investigadora, escritora e cronista. Luísa Semedo cresceu no bairro da Serafina, em Lisboa, e doutorou-se na Universidade Sorbonne, em Paris, onde defendeu uma tese sobre a ética da empatia. É também uma voz …
É filósofa, investigadora, escritora e cronista. Luísa Semedo cresceu no bairro da Serafina, em Lisboa, e doutorou-se na Universidade Sorbonne, em Paris, onde defendeu uma tese sobre a ética da empatia. É também uma voz do ativismo antirracista e de outras tantas desigualdades sociais. A residir em França conta como o movimento estudantil está a destapar as condições “precárias e desiguais” em que estudam os jovens naquele país. O seu filho mais velho participou nos recentes bloqueios e Luísa revela que sentiu um misto de medo e orgulho. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
Carla Madeira (parte 2): “Escrevo para lidar com a ideia do irreversível. Assusta-me quando não podemos mais alguma coisa. A felicidade é quando ainda é possível”
2026-10-10 · 52 min
Nesta segunda parte da conversa, a escritora brasileira Carla Madeira recorda como foi o seu caminho até se tornar a escritora de ficção mais lida do Brasil. Revela ainda o seu processo criativo, o denominador comum que …
Nesta segunda parte da conversa, a escritora brasileira Carla Madeira recorda como foi o seu caminho até se tornar a escritora de ficção mais lida do Brasil.
Revela ainda o seu processo criativo, o denominador comum que unifica a sua obra literária e explica a razão de escrever para lidar com a ideia de irreversibilidade que tanto a apavora. Depois fala da sua profunda inquietação sobre o atual Brasil rachado e onde reside a sua esperança na Humanidade e no amanhã.
No final, a escritora ainda lê um excerto da obra “Diário de Luto”, de Roland Barthes, dá conta de algumas músicas que a acompanham, trauteia duas, deixa uma sugestão cultural e partilha os seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!
Carla Madeira (parte 1): “Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Como escritora interessa-me explorar essa condição humana”
2026-10-09 · 1:19 h
Ela é a escritora de ficção mais lida do Brasil. O que, atendendo à dimensão do seu país, não é dizer coisa pouca. Este verão lançou o novo romance, “Quando”, que rapidamente chegou ao top de vendas brasileiro. Carla Mad…
Ela é a escritora de ficção mais lida do Brasil. O que, atendendo à dimensão do seu país, não é dizer coisa pouca. Este verão lançou o novo romance, “Quando”, que rapidamente chegou ao top de vendas brasileiro.
Carla Madeira é um fenómeno literário desde o seu livro de estreia “Tudo é Rio”, de 2014, que tirou partido do passa-palavra, e depois dos clubes do livro, até se tornar uma autora bestseller. Com um percurso na área da publicidade, Carla chegou à literatura só aos 50 anos e, desde aí, já assinou 4 romances.
Os seus livros misturam poesia e crueza para falar de violência doméstica, maternidade, sexualidade, desejo, abuso, preconceito, luto e perdão e têm sido alvo de debates intensos, especialmente em torno de questões feministas e sociais.
Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
Luca Argel (parte 2): “Sou otimista por escolha, não por natureza. É fundamental não abrirmos mão dos sonhos, do encanto, da poesia. A arte pode ser útil nesse exercício”
2026-10-03 · 1:09 h
Nesta segunda parte da conversa, o músico e cantautor Luca Argel começa por dar conta do que diria ao país e aos portugueses e aos brasileiros e ao Brasil no seu livro de reclamações. Luca afirma-se optimista por decisão…
Nesta segunda parte da conversa, o músico e cantautor Luca Argel começa por dar conta do que diria ao país e aos portugueses e aos brasileiros e ao Brasil no seu livro de reclamações. Luca afirma-se optimista por decisão, embora não veja o amanhã do mundo com os melhores olhos.
Depois reflete na importância da reinvenção de novas masculinidades, que se demarquem das violências e ideais da manoesfera e comenta o faroeste em que se tornou a Inteligência Artificial. E ainda fala dos fantasmas atuais que o assombram.
No final, partilha os próximos projetos, as músicas que o acompanham, os pequenos prazeres quotidianos. E ainda lê um texto de Mar Becker e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
Luca Argel (parte 1): “A vida não acontece, não se dá, se não houver espaço para a surpresa, para o inesperado. É preciso haver uma casa vazia no tabuleiro”
2026-10-02 · 1:12 h
Luca Argel é a prova viva de que a música de intervenção em Portugal está bem e de boa saúde, bem servida de poesia, arte e questionamento. Este ano, o músico e cantautor lançou novo álbum, “O Homem Triste”, produzido po…
Luca Argel é a prova viva de que a música de intervenção em Portugal está bem e de boa saúde, bem servida de poesia, arte e questionamento. Este ano, o músico e cantautor lançou novo álbum, “O Homem Triste”, produzido por Moreno Veloso.
Ao longo de nove canções inéditas, Luca navega pelo labirinto de silêncios, dúvidas e segredos que aprisionam meninos e homens em ideais de virilidade inalcançáveis e que os tornam protagonistas de epidemias de violência pelo mundo.
Um ponto de partida para uma conversa sensível e atenta sobre as muitas desigualdades da sociedade e o caminho para uma maior felicidade e bem-estar para mulheres e homens.
Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
Joana Gama (parte 2): “Quero que seja tudo mais lento. Se pudesse dilatava o tempo. A minha ideia é deixar ouvir a ressonância das notas”
2026-09-26 · 1:13 h
Nesta segunda parte da conversa, a pianista Joana Gama conta como passou a viver a música e o palco como um prolongamento da sua vida, e reflete como se passou a relacionar com a falha e como treina a mente para as suas …
Nesta segunda parte da conversa, a pianista Joana Gama conta como passou a viver a música e o palco como um prolongamento da sua vida, e reflete como se passou a relacionar com a falha e como treina a mente para as suas atuações e performances.
Depois fala da experiência cheia de inesperados com o Toy Piano nos espetáculos para crianças, na “Trilogia da Natureza”, ou no espetáculo satírico “A Grande Fantochada”, de Hugo van der Ding. E ainda fala de algumas sombras pessoais, e da decisão de viver feliz com breves coisas, assim como dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos.
No final, ainda lê um texto do escultor Alberto Carneiro, revela as músicas que a acompanham e deixa uma sugestão cultural. Boas escutas!
Músicas
Cara de Espelho - Álbum B - AI Mão Verde - Álbum Mão Verde III - Jacarandás Concerto em Sol de Maurice Ravel na interpretação de Arturo Benedetti Michelangelo com a London Symphony Orchestra, sob a direcção de Sergiu Celibidache
Sugestões culturais
Ciclo Contraponto no Theatro Circo - Obras emblemáticas da música clássica dos últimos anos.
Reabertura do Mosteiro São Bento da Vitória em Outubro: Concerto Orquestra XXI com música de Morton Feldman
Terra Incógnita- áudio walks desenvolvidas para trilhos em diversas ilhas açorianas, disponíveis na app criada para o efeito
Passo a Passo - livro do Jorge Pinto sobre caminhar, editado na Zigurate, que tive o gosto de apresentar na Feira do Livro do Porto
Joana Gama (parte 1): “Quanto menos falamos, mais pensamos e ponderamos. O silêncio tem para mim uma importância extrema: preciso dele para me ouvir”
2026-09-25 · 1:18 h
É uma das pianistas portuguesas mais incontornáveis deste tempo. Não só pela forma como aborda a música e a interpreta, mas também como a envolve noutras artes como a dança, a fotografia, o teatro ou o cinema. Do seu per…
É uma das pianistas portuguesas mais incontornáveis deste tempo. Não só pela forma como aborda a música e a interpreta, mas também como a envolve noutras artes como a dança, a fotografia, o teatro ou o cinema. Do seu percurso eclético fazem parte as criações com Victor Hugo Pontes e Luís Fernandes, a composição e interpretação da banda sonora do filme “Kora”, de Cláudia Varejão, ou ou participação em "A Grande Fantochada", espectáculo de Hugo van der Ding. Com 11 álbuns gravados, Joana Gama lançou novo disco a solo para piano com a obra "A Mind in the Heart", de Ivan Vukosavljević, com concerto especial marcado no CCB, em Lisboa, a 23 de Outubro. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça
Lucélia Santos (parte 2): “Acima do ser humano, luto pela floresta. É o que pode dar vias de sobrevivência a tudo o que vive”
2026-09-19 · 43 min
Depois de tantos anos na luta de tantas causas e tantos embates como consegue a atriz Lucélia Santos preservar essa capacidade quase infantil de se encantar com o mundo? Nesta segunda parte da conversa, a atriz revela co…
Depois de tantos anos na luta de tantas causas e tantos embates como consegue a atriz Lucélia Santos preservar essa capacidade quase infantil de se encantar com o mundo? Nesta segunda parte da conversa, a atriz revela como preserva um certo encantamento pelas coisas, e como se resguarda do que não gosta.
Lucélia recorda alguns dos seus êxitos do passado e um certo filme em que aparecia desnuda, com uma cobra, e que constava na biblioteca de Fidel Castro. A atriz chega a falar da sua relação com o ativista Chico Mendes, do seu caminho na luta pela preservação da Amazónia e de como a crise climática diz respeito a todas as pessoas para que haja futuro no planeta.
Lucélia Santos partilha ainda algumas músicas que a acompanham, lê um excerto do livro “Crime e Castigo”, de Dostoievski, e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!
Lucélia Santos (parte 1): “É difícil essa coisa do mito. Estou radicalmente fora da sociedade de consumo, de glamour, de falsidades, da exposição egóica”
2026-09-18 · 1:08 h
Ela é talvez a atriz brasileira mais conhecida do mundo. Lucélia Santos já juntou uma multidão sem fim para a ver ao vivo na Muralha da China. Foi também responsável por momentos de cessar-fogo na guerra da Bósnia. E, du…
Ela é talvez a atriz brasileira mais conhecida do mundo. Lucélia Santos já juntou uma multidão sem fim para a ver ao vivo na Muralha da China. Foi também responsável por momentos de cessar-fogo na guerra da Bósnia. E, durante um tempo, os aviões em Cuba não saíam do aeroporto, para que Fidel Castro e a população inteira pudessem assistir à telenovela “A Escrava Isaura”, que ela protagonizou no final dos anos 70.
Com um vasto e premiado percurso no teatro, no cinema e na televisão, e há 40 anos na luta pela preservação da Amazónia, Lucélia está agora em Portugal com o espetáculo “Vozes da Floresta — Chico Mendes Vive”, que pode ser visto nos dias 21, 22 e 23 de setembro, no Teatro Villaret, em Lisboa.
Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
2026-09-12 · 1:07 h
Nesta segunda parte da conversa, a apresentadora Júlia Pinheiro revela o que espera das suas netas enquanto mulheres no futuro, e o que atualmente mais a inquieta no país e no mundo. Como havemos de viver e de continuar …
Nesta segunda parte da conversa, a apresentadora Júlia Pinheiro revela o que espera das suas netas enquanto mulheres no futuro, e o que atualmente mais a inquieta no país e no mundo. Como havemos de viver e de continuar a acreditar? Júlia responde.
A apresentadora fala ainda da sua amizade e cumplicidade longa com Manuel Luís Goucha, reflete sobre o futuro dos medida, a preocupação com a IA, e o seu interesse e fascínio pelos mecanismos que geram a violência. E ainda conta os próximos projetos que vai lançar em breve…
No final, ainda há lugar para Júlia Pinheiro partilhar algumas das músicas que a acompanham, ler um excerto do seu livro “Não Sei Nada Sobre o Amor” e do novo livro de Gisele Pelicot - “Um Hino à Vida - A Vergonha tem de Mudar de Lado”, uma história de abuso que chocou o mundo.
E que, acima de tudo, mostrou como o mal se esconde entre uma aparente normalidade de um lugar, e como a força de uma mulher a fez superar um trauma e servir de exemplo para o mundo. Boas escutas!
Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
2026-09-11 · 1:11 h
Ela é uma senhora televisão. Está diariamente em antena há mais de três décadas e sabe desta indústria como poucos. Júlia Pinheiro já apresentou todo o género de formatos televisivos. Do “trash TV” ao jornalismo justicei…
Ela é uma senhora televisão. Está diariamente em antena há mais de três décadas e sabe desta indústria como poucos. Júlia Pinheiro já apresentou todo o género de formatos televisivos. Do “trash TV” ao jornalismo justiceiro, das “Queridas Manhãs” aos programas da tarde em nome próprio, até aos formatos mais ousados, carismáticos e icónicos, como é o caso de “A Noite da Má Língua”, um programa que marcou o país nos anos 90, na SIC, e que dessacralizou a forma como se falava da classe política na televisão, com humor, rasgo e pensamento crítico. “A Noite da Má Língua deixou-me a bactéria da transgressão.” Qual o futuro da televisão, com cada vez mais pessoas a consumir formatos no YouTubee no streaming? O que mais a irrita ver na TV? Júlia responde. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça.
Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
2026-09-05 · 58 min
Nesta segunda parte da conversa, a poeta e jornalista Filipa Leal fala da “importância de ser norte”, reflete sobre o valor das amizades tardias e sobre a dor das amizades fortes que ficam pelo caminho, comenta a sua adr…
Nesta segunda parte da conversa, a poeta e jornalista Filipa Leal fala da “importância de ser norte”, reflete sobre o valor das amizades tardias e sobre a dor das amizades fortes que ficam pelo caminho, comenta a sua adrenalina e intensidade na vida, que a idade não alterou. E ainda fala das suas inquietações pessoais e do estado do mundo. Tudo bem embrulhado em muita poesia, nomeadamente num poema inédito que está incluído no seu próximo livro, “Amor chega em breve num Volkswagen”.
E ainda partilha algumas das músicas que a acompanham, lê Clarice Lispector, escolhe várias sugestões culturais e revela pequenos grandes prazeres que fazem parte do seu quotidiano. Boas escutas!
Filipa Leal (parte 1): “À medida que a vida me começou a doer, curiosamente, o humor entrou na minha poesia”
2026-09-04 · 1:14 h
Quando acabou a escola primária, Filipa Leal já se imaginava escritora. Formou-se em Londres e é hoje jornalista, poeta e escritora, autora de contos, argumentos para cinema e peças de teatro. Na televisão, apresentou vá…
Quando acabou a escola primária, Filipa Leal já se imaginava escritora. Formou-se em Londres e é hoje jornalista, poeta e escritora, autora de contos, argumentos para cinema e peças de teatro. Na televisão, apresentou vários programas de literatura, como “Nada Será Como Dante” e “A Pequena Biblioteca”, na RTP. O humor e a fina ironia, a par da sombra, são dois lados muito presentes na sua poesia. Com 16 livros publicados, prepara-se para lançar, em outubro, o seu novo livro de poesia, “Amor chega em breve num Volkswagen”, pela Assírio & Alvim. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça
Susana Moreira Marques (parte 2): “A literatura é uma boa maneira de não formarmos opiniões rápidas. A boa literatura não nos fecha num ponto de vista”
2026-08-29 · 1:24 h
Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e s…
Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e sobre a importância de uma literatura que nos devolva tempo para pensar e para escutar os outros.
Quanto aos desafios da tecnologia, a autora afirma que se aflige ao ver escritores que escrevem livros como se fossem máquinas — e jornalistas que fazem o mesmo. E deixa um conselho: “Não imitemos as máquinas.”
No final, dá-nos a conhecer algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan, partilha várias sugestões culturais e revela algumas das pequenas coisas que lhe dão prazer. Boas escutas!
Susana Moreira Marques (parte 1): “Escrevo para que as histórias sobrevivam à inevitabilidade do desaparecimento. As pessoas desaparecem, mas algo perdura”
2026-08-28 · 1:29 h
Susana Moreira Marques foi jornalista durante muitos anos e, apesar de já não escrever para jornais há algum tempo, tem muito no seu processo de trabalho de escritora que vem desse passado. Autora de livros de não-ficção…
Susana Moreira Marques foi jornalista durante muitos anos e, apesar de já não escrever para jornais há algum tempo, tem muito no seu processo de trabalho de escritora que vem desse passado. Autora de livros de não-ficção literária, Susana diz-se interessada em escrever sobre as histórias quotidianas das pessoas banais, e não sobre grandes feitos. Um terreno que sente ainda ter muito para desbravar. Exemplo disso são os títulos: “Agora e na hora da nossa morte”, “Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro” e o mais recente “Terceiro Andar Sem Elevador”. De momento, está a escrever um argumento de ficção para um telefilme, sobre o fim de vida, que integrará a nova série da RTP, “Contado por Mulheres”.. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”
2026-08-22 · 57 min
Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua…
Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua independência e liberdade, e o novo conservadorismo de algumas mulheres que escolhem estar sob o domínio do patriarcado.
A atriz revela ainda recusar-se a ceder às plásticas e à ilusão de quem não aceita envelhecer. Dalila Carmo partilha depois o alívio de já não ter de responder às perguntas sobre maternidade, da importância de preservar o espanto pela vida e do poder da emoção e da vulnerabilidade.
No final, partilha as músicas que a acompanham, lê um excerto de um livro do filósofo norueguês Lars Svendsen, deixa algumas sugestões culturais e revela alguns dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos. Boas escutas!